NOVA ESPERANÇA – Distrito e Assentamento
Fé na luta e na vida move as forças do interior

A fé no futuro e no presente sempre norteou o trabalho e a luta dos jateienses. Este sentimento de amor à “terra prometida” é sintetizado no nome de seus dois distritos, sendo um assentamento rural. As duas localidades receberam o mesmo nome, Nova Esperança, a fé em dias melhores para viver com dignidade.
Formado inicialmente por pequenos módulos rurais, os distritos são fundamentais para garantir alimentos básicos, bem como são fortes na produção de hortifrutigranjeiros.
DISTRITO
Nova Esperança era um povoado que nasceu praticamente junto com o município, mas só foi elevado a condição de distrito somente em 1.973, fazendo 50 anos em 2023. Nos primeiros anos de sua criação, o distrito competia com a cidade em número de habitantes e era conhecido em toda a região por sua agricultura familiar, pois era campeão no plantio de amendoim, algodão, mamonas e cereais.
A “disputa” com a sede sempre foi forte também na política eleitoral. Até o começo da década de 1.990, o distrito sempre elegia o vice-prefeito na chapa vencedora. A localidade também sempre manteve representação política na Câmara de Vereadores em todas as legislaturas.

ASSENTAMENTO
A história do Assentamento Gleba Nova Esperança começa em 1.985, quando os fazendeiros da região decidem não mais arrendar terras aos pequenos lavradores e suas famílias. Eles haviam trabalhado durante anos para abrir e formar as terras da região. Quando as terras brutas foram formadas, os arrendatários foram dispensados em massa das propriedades, colocando em seus lugares grandes rebanhos bovinos, consolidando a pecuária de extensão em Jateí.
Sem onde ter terra para plantar e criar, a única solução das famílias foi a união para lutar por um pedaço de chão. Assim, mais de uma centena de lavradores cerraram fileiras e ergueram a bandeira da reforma agrária. O acampamento Nova Esperança foi formado em território naviraiense e era o núcleo da luta e da fé. Sob sol, chuva e frio, os trabalhadores adormeciam à noite debaixo de barracos de lona e, de dia, eram bóias-frias nas fazendas e outros serviços que encontravam.
Um ano depois, em 1.986, um outro acampamento foi montado, desta vez às margens do Rio Guiraí. Mas, desta vez, foi apenas para esperar a oficialização do assentamento e o começo da construção das casas, em regime de mutirão, marca da “turma da conquista”, como definiu um dos assentados que ainda está vivo, participou da luta e ainda mora na localidade que eles chamam apenas de Gleba.


