Começo foi de produzir para sobrevivência

Estudos mostram que até meados do século 18, as terras da região eram ocupadas pelos índios das etnias Terena e Caiuá. A partir do final do século 18, com o fim da Guerra do Paraguai (1864-1870), soldados e escravos permaneceram na região ocupando parte das terras, iniciando assim um processo de ocupação lenta de suas terras.
No começo de tudo, a produção de Jateí era dividida entre as culturas de subsistência e a extração de erva mate, árvore nativa da região. A parte da colônia produzia para sobreviver e comercializava ou trocava o excedente – a barganha de produtos era comum naquele tempo -, enquanto outra parte trabalhava retirando erva mate nas grandes fazendas da então Companhia Mate Laranjeira.
Arroz, feijão, milho e a mandioca eram as plantações mais cultivadas. Depois foram introduzidas outras culturas, como o amendoim e o algodão. A criação de pequenos animais para abate era uma necessidade básica na época.
Produtos industrializados praticamente não chegavam às casas, com exceção do açúcar e o sal, calçados, roupas e armarinhos para costura. Não rara às vezes,
parte da produção era trocada por produtos para o abastecimento familiar.
Arado puxado com tração animal era o conjunto usado para plantar e a colheita era feita à mão usando facão (Foto ilustrativa)

Além das poucas opções para cultivo, o desafio também era plantar e colher. Tudo tinha que ser no braço. Enxada, machado e a foice eram ferramentas comuns. Depois vieram os equipamentos de tração animal, como o arado puxado por animais para lavrar a terra.

Pequena criação de vacas e também de porcos era comum nas poucas propriedades, que servia para garantir leite e carne para alimentação familiar.
Com o tempo, outra parcela de pessoas começou a investir na criação de gado em larga escala , consolidando a pecuária no município.